sábado, 26 de novembro de 2016

Seguindo em frente

Sempre em frente

Depois de poucas apresentações as coisas não estavam do mesmo jeito. Produzir shows era o lance. Da dinheiro, ou não. As músicas por sua vez não saíram mais. Duas situações para não sair:

a. Não havia compositores.

Claro que não éramos músicos de verdade e muito menos compositores. Mas tinha que ter essa gana de fazer e errar até acertar.

b.  Evitei de mostrar novas músicas.

Como sentia um clima diferente agi rapidamente para preservar minhas obras.
Depois dessas atitudes as coisas foram dissolvendo. Compor já não era importante. Ganhar dinheiro sim. E o foco foi para eventos. As vezes me perguntava: - "era melhor estar ensaiando e compondo e não carregando caixa".

E as coisas foram enfraquecendo, os objetivos alterados, e isso interferiu na amizade.
A amizade é importante é é necessário saber separar as coisas. Quando amigos se reúnem pra criar algo, eles criam. Mas os negócios devem ser bem gerenciado, deve ser transparente nas ações. É uma equipe de pessoas que convivem com as suas diferenças. Como no primeiro ensaio terrível mas houve entendimento: "O foco na música. Dinheiro é consequência".
 
Aliás a frase é minha.

Mas não parei nessa parte. A tempo de compor mais 3 músicas e deixar pré produzida. Na época era na fita. Muitas frases, algumas letras. Idéias que funcionam com outras. E deixando pré produzida também.

Atualmente tenho mais músicas pré produzidas no meu PC.

Aliás: Uso Sonar 8, addictive drums, Audacity, G9 2tts e uma Laney TFX300.
O som não é profissional mas eu aprendo a mexer pra obter som maneiro.

Seguindo pra frente.

Uma boa tarde de domingo. Um abraço do Carlos.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

As dificuldades de cada dia




Os ensaios eram bem produtivos. Chegávamos entre 8/9 horas, plugamos e tocamos. Havia um interesse fiel ao trabalho próprio a ponto de estarmos todo o domingo no estúdio do Luis das nove às 16 horas, sem custo, sem pressão, somente produzindo.
 
Conseguimos compor 3 músicas nesse tempo e uma quarta estava sendo confeccionada, mas a vida é uma caixinha de surpresas. Como tudo na vida as coisas não são fáceis. Mera ilusão minha achar que estava tudo bem, mas não estava.

Na medida em que avançamos na música, começamos a retroceder no lado pessoal. Interesses difusos começaram a atrapalhar o desenvolvimento da banda. Um queria uma coisa, outro queria outra. Um achava isso, outro aquilo e as composições começaram a sofrer influencia.

O estúdio possuía uma bateria emprestada e que sabíamos que ela seria retirada mais cedo ou mais tarde. Então aproveitamos o tempo dela pra compor, estudar e gravar os ensaios.
Claro que o baterista não gostava de gravações e isso atrapalhava o desenvolvimento. Como melhorar a musica se você nem sabe como ela é. Porque você está tocando e não tem como avaliar 100%. Você está ocupado, certo?

Ainda bem que gravamos os ensaios e possuo as fitas das gravações, hehehe, não poderia ser diferente.

Mas foi assim. Um dia o dono da bateria viajou e a levou. Fim de papo. Ficamos somente com um espaço e sem o que fazer. Bem que poderia ter havido mais interação mas não foi assim. Sem bateria, sem música.



Tempo depois o Luis e o Rafinha saíram da banda ficando o Rafael, Paulo e eu. Tivemos que correr atrás de um lugar pra ensaiar e que possuía uma bateria e achamos, na Chapada. Era uma coisa de louco que será contada na próxima postagem.

Então até lá com mais historia dos bastidores da banda que mudaria o mundo, sqn.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Cadê o respeito? Tá lá fora! A esperteza vence.




A respeito do respeito em que o músico tem que ter do mercado e o mesmo mercado não dá a mínima pro músico.

Sabe-se que quando o empresário contrata uma banda para dar mais diversão no seu ambiente de negócios espera-se um tratamento profissional e respeitoso. E que todos os acertos serão cumpridos, e tal. Claro que nem tudo sai do jeito acordado mas.....mas......?!

Vou descrever, sem dar nomes (mas que o leitor irá sacar), uma situação que está ficando corriqueira, sendo explorada por todos.

Em um final de semana agitado e concorrido a banda “talKal” conseguiu fechar um show (serviço) no dia tal e tal. Ficou acertado da banda receber o COUVERT. Até porque a maioria das casas trabalham com couvert. Melhor pra casa vazia, pior pra banda. Pior pra casa cheia e melhor pra banda. Certo? Justo? FECHADO.

Todos sabem que couvert artístico é opcional ou seja, se o cliente NÃO quiser, não paga. A banda ganha com a quantidade de clientes que porventura adentrem o estabelecimento com som ao vivo. Mesmo que chegue 1h antes e continuando a consumir, entra na área de pagamento.

Digamos que a banda comece a tocar as 23 h e seu chego as 22:30, bebi umas cervas, comi um petisco e fecho a conta as 22:59. Tenho que pagar couvert? NÃO. 1- a banda não tocou ainda. 2- só o 1 já dispensa o 2. Então tá.

Seguindo o caso, que não é o couvert e sim a MANIPULAÇÃO do COURVERT.

Pessoal do empresariado: NÃO FAÇA PROMOÇÃO ENVOLVENDO COUVERT. Tipo: “Quem chegar às 20 horas NÃO PAGA COUVERT” ou “Quem vier vestido de abacaxi NÃO PAGA COUVERT” ou ainda, “Quem faz aniversário no dia NÃO PAGA COUVERT”

PORRA. O couvert artístico é o ganha pão do músico. Deu pra entender? Ele conta com a quantidade de clientes (que até a banda tem que levar pra consumir, absurdo isso).
Aí você$, empresário$, doido$ pra GANHAR DINHEIRO SOZINHO$, FODE o artista FAZENDO PROMOÇÃO COM O DINHEIRO DO ARTISTA, COM O COURVERT.

CARALHO. PUTA QUE OS PARIUS.

Até quando o representante de banda, o cara que batalha uma agenda, se esforça, gasta com ensaio, gasolina, etc, vai ficar aceitando esse tipo de coisa. Lambe o saco do dono da casa só pra receber as migalhas. Agüentar abuso de uns e outros. Às vezes nem água a casa dá, nem uma porção miserável de batatas oferecem.

Manolo, se você é homem de verdade não aceite esse tipo de coisa. Lute. Mude o status quo. Mude essa merda toda. Não pense que só você está batalhando. Tem muita gente que precisa, que é bom, que está tentando “mostrar o trabalho”. Esse mercado é grande e alguns fazem de tudo pra tornar pequeno pra dominar. Isso torna o mercado desfavorável pra todos. Somente as panelas ficam se alternando nas casas. Nem percebem que contribuem pra mendicância e ficar brigando por restinhos. Culpa de vocês mesmos.
Sonho de todo "dono de casa" Casa cheia = $$$$$$$$

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E no próximo episódio: CAÇAROLAS. Falarei sobre isso na próxima blogada.



**Minhas opiniões são minhas. Não se ofenda. Vamos conversar civilizadamente para chegarmos em algum lugar. OK? Não me mate, porfavor.

domingo, 6 de março de 2016

O pior está por vir



Pelo andar da carroça nós estamos fudidos mesmo. A sensação de engano pode despertar nos mais bizonho zumbi deste país e isso deve perdurar por mais 500 anos.

Mas como, não entendi.

Well, primeiro a alienação. Não mais ensinam, na escola ou em casa, o senso critico. Já vem tudo mastigado, resumido. Diploma da faculdade é uma peça decorativa que serve tanto pra se gabar quanto pendurar na parede ou tentar aumentar o salário. Besteira.

Depois vem a manutenção da ignorância para dar margem ao controle. Como vemos por aí pelas redes mundiais, estratégias para manter o povo uns contra os outros usando a ideologia. TEMOS QUE CONQUISTAR O MUNDO. Partidos políticos, times de futebol, desenhos, filmes, religião, etc, o melhor é... Não o meu é o melhor. Aí vemos uns se matando pra defender A ou B. Besteira.

Estamos lascados, fudidos, etc....não se pode criticar nada nem ao menos buscar o nosso direito de ter os serviços públicos funcionando. Tudo está confuso e bagunçado.


Uma coisa é certa. Vai surgir um grupo poderoso que vai tomar conta do país e vão alegar: Se o dono da casa não consegue cuidar da própria casa então outro pode e vai conseguir arrumar essa bagunça. Sabe porque? Por que sabemos fazer e temos estrutura para isso. Vocês aí, burraldos, terão seus empregos garantidos enquanto nós esgotaremos os seus recursos.

Então digo: Vocês que estão nos altos postos parem com essa merda. Desmonta essa quadrilha é que é. Algo pior está por vir.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

OS LÍDERES


Acredito que fui um dos líderes da banda. Um comportamento de coletividade ajuda muito na hora de compor. Às vezes queremos compor sozinhos e “impor” a ideia. Vejo que o material fica muito a cara do músico, um só rosto. Na verdade quanto mais interferência coletiva melhor o resultado final, pois muitas ideias surgem da pratica e nesse caso cumpria meu papel adequadamente, compondo arranjos, escrevendo letras, arranjando bateria, teclado e as ideias experimentais como flauta, flauta pan, tambores e percussões. Não sentia a presença dos outros músicos, não do fato do Rafinha deixar claro que não participaria e só tocaria o que pedirmos. Foi então que me vi a frente do projeto. Da mesma forma sentia o Luis, que também tinha, e tem, interesse de trabalhar em projetos e tomou a frente pra contribuir. De fato nossa parceria pariu três musicas e podia dizer: - Nossa, nós compomos e sou pego pela música. Nunca havia tido uma sensação de utilidade pra esse planeta. Porque se você não percebe a música que te abraça como se sentirá diante da vida, que não é infinita?



Mas o objetivo não fora alcançado devido ao pouco tempo e maturidade. Tentamos fazer com que se desenvolvessem mais rápido orientando o caminho a se tomar. Difícil quando você se acha preparado para seguir sozinho e não consegue dar passos.



Pensando nisso e no fato de não ter mais um problema pra administrar, conseguimos gravar nossas autorais. Até questão pra registro, coisa que aprendi a tratar, o beneficio da autoria pertence a quem criou a composição desconsiderando arranjos de terceiros. Luis começou sagrada terra e minha parte foi os riffs antes do solo. Comecei sansara e o Luis compôs a base do solo, que teve uma pequena alteração. As composições devem ser misturadas de acordo com a ideia do grupo. Todos contribuem e decidem para o bem da música, da nossa musica. Daí concordamos em rachar a música. E assim as 3 musicas são de autoria de Luis e Carlos mas como estávamos no meio de amigos e, mesmo sabendo da frase: amigos amigos, negócios a parte, acreditava que daria certo e deu, depois não deu mais.



Surgia no ar aquela mutreta. Aquela duvida: - algo está acontecendo!



Impossível alguém que só deu um pio querer levar todo o credito. Até porque éramos compositores ativos, ou seja, compunha outros instrumentos. Hora um arranjo de teclado aqui, um andamento de bateria ali, um solo ali etc... acabaríamos compondo sozinhos. Minha impressão era de que só me entendia com o Luis porque conhecia a linguagem e outros instrumentos e também tocava e o contrario era com os rapazes. Parece que alguém não entendeu a matéria, mas quer fazer a prova de qualquer jeito.




Mas nem tudo acaba em merda. Depois que sai da banda fui fazer um outro trabalho que me ajudou muito e que aprendi muito também. Tentei manter o trabalho, mas infelizmente a outra parte não quis. Ou não entendeu e por isso não quis.



Enfim, por aqui acaba. No próximo post contarei a minha versão das dificuldades no caminho e que será o nome do tema. Dificuldade no caminho.



Até lá, quem quer que esteja lendo. Abraços.





Rafinha= Primeiro baixista da banda.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

AS REGRAS




Depois de impulsionar o barco chegava a hora de estabelecer os limites das nossas criações. Primeiro porque havia a necessidade de saber até que ponto podemos ir sem deixar o próximo distante demais para prosseguir e como cada um tem suas convicções ficou fácil abraçar pra quem estava afim de tocar o projeto pra frente.

Em um dos ensaios rolou mais conversa do que ensaio mesmo. Fomos falar sobre o que fazer pra fora do estúdio, qual seria o próximo passo. É importante ter uma visão clara dos passos. O que fazer quando algum programa de tv ou rádio chamar a banda. Se for tocar quanto de cachê se cobrará. Todos os cuidados para preservar nossos interesses.

Lembro da questão financeira ser debatida e percebi que era um assunto muito complexo pois mexia no bolso do povo. Aí que as antenas foram ligadas e tinha que dizer algo para não deixar os egos falarem mais alto (apesar do ego ter feito seu papel) de que o dinheiro é uma consequência do nosso trabalho.

Deveríamos nos ater a musica, a composição, a leitura de livros e conhecer quem vive desse meio. Como tudo na vida devemos primeiro cuidar da terra, regar, depositar a semente para colher depois de um tempo. Percebi que alguns abraçaram a ideia outros não deram opinião a respeito deixando um GAP.

Outra questão foi a implantação de gravações de ensaio no qual foi totalmente repudiado. O batera achava uma perda de tempo. Mas creio que deve ser desagradável ouvir a bosta que está fazendo. Pra quem não tem esse problema de autocrítica é tranquilo e contribui para o crescimento do musico. O bom é que depois do ensaio cada um poderia levar o ensaio pra casa para analisar os detalhes.

Esse foi o momento de formatar nossas ações e nossas ideias. No próximo bloco comentarei sobre o  processo de composição. Os segredos por trás das músicas e mais alguns detalhes. Até.


Quer saber o começo dessa bagaça? Clique aqui

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

PRIMEIROS ENSAIOS


Após uma semana depois da ligação aconteceu o primeiro ensaio. Cheguei ao estúdio em um domingo 9h, na hora combinada, entramos, conversamos e começamos a tocar. Primeiro tocamos covers na tentativa de conhecer o gosto de cada um e depois de umas 2 horas começamos os trabalhos.


Diante da ideia de compor heavy metal com temática regional expomos nossas ideias e iniciamos com uma ideia que tive durante a semana de brainstorm, na minha casa. A musica se chamaria Sansara e o riff foi inspirado na batida do boi bumbá que consiste em “riffar” a guitarra no toque da caixa e bumbo, bem característico. Confira no link abaixo:


A próxima composição veio do guitarrista Luís Marinho. Um speed metal que tem uma espécie de ritual no meio da musica marcando a mudança de clima e entra no solo que no final resolve para a primeira parte da música. No link você pode conferir a musica que foi gravada na casa do Luis usando um DAW chamado N-track. Fizemos milagre para a época.


A próxima música foi pensada para o FECANI. Ouvi dizer que o festival não aceitaria heavy metal para concorrer, então foram feitas modificações na ideia. O Luis havia feito um esboço com inúmeros acordes. Lembro do quadro que era usado pra dar aulas repleto de notas. Era difícil pra mim. Bom, então fui pra casa para pensar nisso e levei anotado os acordes, campo harmônicos e etc.
O fato inusitado a respeito dessa música é que foi composta no banheiro, enquanto o processo digestivo finalizava seu trabalho. No meio de tanta informação comecei a dedilhar uns acordes numa seqüência simples. Simplicidade deve ser a inspiração, nada complicado,  e foi aí que surgiu as seqüências e ao mesmo tempo fui escrevendo a letra de acordo com a melodia que invadia a minha cabeça. Formei as primeiras frases, o refrão, e o Fabiano continuou e finalizou. Depois criei a linha de baixo, bem característica na musica e que dá o balanço da harmonia.
Ao chegar no estúdio mostrei a idéia pro Luis e a partir daí firmou-se a parceria na composição criativa da banda. No link a versão gravada na casa do Luis.



Então essas são as 3 primeiras músicas compostas por mim, Luis Marinho e Fabiano Martins.

Pra deixar claro: É óbvio que o restante da banda tem seus créditos por fazer o que tinha que fazer já que não havia contribuições diretas na musica. O Paulo, tecladista, tinha muita dificuldade em entender o que estava acontecendo. Eu acho que passava muito heavy melódico na cabeça e não conseguia seguir nós dois. Fora a questão de agilidade. As gravações feitas na casa do Luis demoraram mais com, pela ordem: 1. Paulo, 2. Fabiano. Enquanto que as guitarras e bateria foram feita em 2 semanas, teclado e voz levou 4. Tivemos que finalizar o mais rápido porque já tava irritante. Enfim, chamamos de pré-produção as gravações que fizemos por ser apenas de consulta. Algo para apontar detalhes e consertar.

Já o baterista era mais difícil pois ainda estava aprendendo a se inserir na música. O desafio maior foi em Queimada Floresta pois o desenho é muito suingado e sabia que seria difícil pro batera executar. Claro, pra quem já manja é moleza. Sansara foi outra dificuldade pois o bumbo faz o papel do tarol, no boi. Então foi um desafio e acredito que foi bom pra todos.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

UM PROJETO - UM TELEFONEMA

- Alô
- Alô
- Tô fazendo um projeto e tu se encaixa nele e quero te convidar. Sei que tu toca bem, tem criatividade e será legal pro projeto.
- Mas como é isso? Qual o nome? 
- Fazer música própria ao estilo regional e sei que tu gostas desse tema.
- Um Metal Regional, vamos dizer assim, do tipo Raízes Caboclas, Pereira, Lucilene Castro, etc....
- Isso mesmo. O nome da banda é Amazônica.
- Pô, tem tudo a ver. Gostei do nome, boa ideia. Já tô pensando em algo aqui.
- E aí, então topa?
- Topo.
- Beleza então. Nele tá o Luis na guitarra, Rafinha no baixo e o Buliko no teclado.
- Olha, chama o Fabiano. Ele é bom e tem o perfil desse projeto. Tem conhecimento sobre assuntos amazônicos, shamanismo, religião, essas coisas que podemos explorar.
- Eu tava pensando em chamar uma menina pra cantar.



continua...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

A madrugada do lápis.



Não quero sonhar para sempre
Quero voar com os pés no chão
Ver o sorriso da criança
Seus passos de cada vez
Ver os sonhos das pessoas
Os momentos de felicidade
Suas lutas, seus erros e conquistas
Ainda é cedo partir
Sentir o vento no rosto
A terra nos pés descalços
A musica no canto dos pássaros
No despertar do amanhecer
Com o sol para acordar
Os viajantes cansados da jornada
Que se chama vida
Que repousa sob uma cadeira
Que escreve sonhos
Que sente saudades
Que não esquece a dor
Que levanta e cai
Que observa a lua atravessando os tempos
Que vê o relógio as 5:15
Que vê mais um dia passar
Ver, crer, observar e aprender
Errar, acertar, cair e levantar
Faca o que é certo enquanto o mundo se perde
Faca o que é justo enquanto o mundo padece



5:20/4/1/16 e segue a vida...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Bora viver?







São tantos problemas que cruzam o caminho que se perde os focos da vida. Afinal, qual é o foco? Que foco é esse? Uma hora você está aqui, olhando através da janela o tempo passar lentamente ou num piscar de olhos. Os carros mudando de design, cores. Pessoas envelhecendo, atravessando a vida. E daí pergunta-se: e o que fiz até agora foi.....?!!??




Estamos perdidos em cada passagem do sol e da lua. Estamos deixando o mundo mais monótono e desumano. Perdemos o foco. Precisamos um do outro para formar uma consciência ativa para reger a vida de forma pacifica mas não, guerreamos. Das pequenas e inofensivas até as piores atrocidades que a mente humana pode arquitetar.



Para onde vamos com nossa atitude. Atitudes?

Siga @carlosaneto

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Brasileiro.



 Uma raça >>>>. Sabe da hora que tem estar no local, mas chega atrasado. Quando tem festa ficam cinco dias acampados na frente do estádio. Pra fazer a prova, chega atrasado. Chora. Uma grande merda. Daí surge o Uber e a confusão se forma. Taxistas agridem, tentam assassinar. Usam pedras, faca, arma. Uma merda. Não sabe ser melhores esses brasileiros. Todos uns brutos e burros. Não conseguem resolver da forma mais pacifica. Só se for na ignorância. Típico do país que se diz querer ser desenvolvido. Brasil. Motorista atropela duas pessoas fica 3 dias na cadeia. Paga fiança e sai em liberdade. Estava bêbada. Ué, não dá cadeia? Cadê? Justiça? É uma coisa que não tem que ter pena. O país ta ficando uma bagunça.  Não se pode ter opinião sobre nada porque se doem e querem processar, querem matar. Pra onde tudo isso vai mesmo?

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Sem mais.


Alô gostaria de um pouco de bom senso. Prefiro gelado, tranquilo. Sem frescura. Pode ser? O que falta para dar o passo rumo à maturação. É preciso aprender a andar visualizando e sentindo cada passo, cada movimento. Temos um freio que não usamos. Nem os motoristas o usam. As coisas não saem da frente sozinhas. É você que precisa se mexer e remover os obstáculos. Aceita as coisas como são sem questionar. 


É mais fácil seguir pelo caminho confortável. Descobrir novas paisagens, novos obstáculos é o que falta para nosso aprimoramento. Estamos perdidos sem reflexão. O que fiz, porque fiz. O que vou fazer e porque irei fazer. Faltam perguntas, mas sempre há respostas prontas. 

Vislumbre o novo cenário que está diante do seu nariz e perca de vista. Fique quieto e deixe a vida te guiar pra qualquer lugar, menos aquele que você sonha. Posso pensar um pouco? Tenho pouco tempo pra curtir a minha felicidade. Seja feliz e fique feliz por quem fica feliz por você. Nunca estaremos sozinhos. 

Se nada disso adiantar, bem, pelo menos tento. Tento ser mais do que o mesmo de antes. Sozinho ninguém realiza nada. Respeite. Sonhe. Sem mais.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Um real no chão não vale a pena nem o esforço



Durante as eleições do ano passado (2014) a economia já dava sinais de que haveria uma grande e bela caganeira, principalmente com o acumulo negativo do outros países que de qualquer maneira afeta o Brasil.

Um ano depois estamos no meio do rio em uma canoa furada e a única ferramenta que temos é um pote de margarina de 500 gramas pra retirar a água que entra. E agora?
Diante desses sinais que afligem os bolsos nosso de cada dia nada se pode fazer com o aumento dos preços. Luz, água, impostos, combustível – que afeta outros produtos que precisam de transporte – a onda agora é economizar de todo o jeito.

Empresas que prestam serviços estão a ver navios, pois seus clientes estão deixando de cumprir as obrigações. Cliente não paga, que não paga a empresa, que não paga funcionários, que não compram nem o básico para comer. A situação esta extremamente difícil forçando o  cidadão a se virar como pode.

Numa saída pra taberna me deparei com um churrasquinho na porta da garagem de uma residência aqui no bairro onde moro. Analisando por cima é complicado atrair cliente onde o ponto está a 50 metros. Complicado, mas, estão tentando. Algo precisa ser feito para manter as mínimas condições de sobrevivência.

É preciso ter calma e não permitir que o desespero tome conta de sua cabeça a ter que tomar medidas irracionais. A preocupação é grande até porque não sabemos por quanto tempo essa crise irá durar. Mas o fato é: Quais ações para mudar esse cenário? Eu tenho algumas ideias e vou sugerir aqui neste blogger.

Diminuição de preços – Enquanto a crise permanece atuando, deve-se contra-atacar com uma política de redução dos preços. Já que não há dinheiro suficiente circulando temos que aproveitar o que resta e é aí que entra a coragem de baixar as coisas. Aluguel, serviços, impostos (esse é difícil), o fato é que se deve ter receita a qualquer custo.

Renegociar dívidas – Os juros devem ser renegociados em bancos para o cliente poder cumprir suas responsabilidades e evitar que virem devedores.

Estimular o consumo – Com algumas mudanças na política econômica é possível retomar a circulação de moeda no país. Claro que a corrupção atrapalha e muito e o governo, na atual conjuntura, está tentando pagar as burradas que andaram cometendo. Essa é difícil haja vista que a corrupção não acaba nesse país. A briga é política e ponto final.

Não sei se essas são medidas corretas, mas, e daí? Se os especialistas, Phd, doutores, estão lá em cima e não esta resolvendo – alguns estão no meio das maracutaias que vemos nos jornais – Se eles não resolvem acertar, eu, que nem formado estou, vou acertar?

Então, o que você pensa disso tudo. Não parece estranho algumas coisas que acontece por aí? Será que há salvação? Curta, comente, compartilhe. Vamos conversar, trocar ideias. Abraço.

* Pode haver erros. Mas não esquente pois tudo é proposital.
**  O título eu vi na internet e achei legal.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Essa corrupção...



Imaginar que os escândalos de corrupção no nosso querido Brasil começaram um dia desses é brincadeira de criança.  Há anos vemos escândalos e mais escândalos espalhados pelo país e que só aparece, para o povo, que é o ultimo a saber quando a briga é lá em cima, no quarto dos políticos.

Tenho a sensação de que o começo da putaria começa por lá, pois é de lá que vem a ordem e o poder e aqui em baixo com aqueles que ganham com isso. Seja uma pessoa comum, um empresário, um secretario de governo municipal, estadual, um fiscal. As duas pontas estão puídas e no meio está o povo pagando para os dois lados do barbante.

O governo cria um ministério, o povo paga. Aumentam seus salários, o povo paga. Fazem alguma obra, o povo paga. Criam-se novas regras e leis, o povo paga. Qualquer coisa que o governo arruma, em todas as esferas, tem como objetivo de fazer o povo pagar.

Pagamos o cafezinho para eles se reunirem e combinar as armações. Pagamos pelo cimento que eles super faturam para a obra cair em cima de alguém. Pagamos por construções que nem saíram do papel. Pagamos o carro, o apartamento, os custos do gabinete, as dívidas que eles mesmos fazem. Pagamos por tudo. Aqui na cidade baré, estamos pagando uma conta que não faz parte do nosso sistema energético, mas estamos pagando e os políticos locais estão aí tomando cafezinho. O nosso cafezinho.

Quando vão presos. Ficam em casa. Alegam doença. Enquanto estavam na ativa, passeando pelos gabinetes, traficando influencias, fazendo o lobby básico, não davam uma tosse mas é só expedir o mandado de prisão que começa a doer a coluna, a pressão sobe, o câncer aparece, coração começa a pipocar e aí já viu, né?

Os caras desviam milhões e milhões. Não pagam nem a receita federal, mas aqui em baixo o sujeito deixa de pagar um mês de pensão e vai preso. Vai lá se misturar com os feras. E os engravatados vão pra casa com a parede recheada de dinheiro, ficar preso.

Será que não é perceptível que o povo que trabalha e paga impostos está tomando no toba infinitamente para sempre? Será que não há uma vontade de mudar as coisas? Na época de eleições surgem aqueles que diz: - Tem que mudar. Tem que mudar o que? Se o próprio povo mantém as coisas tal e qual. Finalmente digo que o problema está no arcabouço legal. O sistema nacional está viciado em falhas que não querem consertar. Falha n.1: O povo é ignorante (menos que há 30 anos) mas continua a errar. Falha n.2: O povo continua a errar, se distrai com a tv e com os eventos grandiosos e esquecem que pagam por isso. Falha n.3: Leis totalmente fantas. Nada funciona pros caras, só pro pobre.

Enfim, enquanto não houver um crescimento de conhecimento na cabeça do povão o país estará sendo governado por esses caras aí. Vocês estão vendo como ta sendo. E aí, vai continuar?

Condição de bobo



Assistindo o bate-bola no senado entre Janot e os interessados em aceitar ou não a permanência no cargo comecei a pensar a respeito e percebi que tudo pode ser simples. São problemas com resoluções complexas, isso se colocar aos olhos da lei. Mas se tirarmos a lei da cozinha restando o problema e a pessoa pode ser possível de resolver todos esses probleminhas, que pra mim parece coisa de menino, menino. Se reúnem para acusar entre si das coisas que fez ou não. Se ofendem, se atacam, se defendem, fora as interrupções para elogiar e babar o saco das V. Maledicências.

Collor desqualificando Janot. O mesmo que foi retirado da presidência por um impeachment. Todo mundo foi pra rua. - Caramba – penso. O cara foi presidente e sacaram-lhe fora da cadeira e agora está de volta como senador e está cobrando honestidade do governo. Hilário isso, ó.

Até aí ok. Agora tem o tempo. Quantas CPI’s, reuniões, etc, etc. Pra onde foi tudo isso? Quanto se foi gasto pra fazer esses eventos. O povo nem assiste, ora, como irão saber e principal, como querem formar opinião se estão ocupados vendo novela, jogo, etc. Lembro da época em que o mercado bateu recorde de vendas de tv’s. Pra quê? Pra deixar você ligado em nada.

Agora, custa esses políticos que estão com o país na mão fazer do país O País? Tanto dinheiro desviado pros bolsos de poucos e vemos o nosso querido brasil (é minúsculo mesmo) definhar mesmo com as riquezas que temos debaixo de nossos narizes. Temos minérios, madeira, água e o que fazem é destruir as nascentes, desmatar as florestas virgens, pilhar para outros paises nossas riquezas.

Se a classe política realmente lutasse pela soberania do  Brasil aplicaria toda arrecadação de impostos, taxas e etc, nós não estaríamos cambaleando economicamente, talvez tonto. Tendo educação de qualidade e quantidade. Tendo saúde de qualidade e quantidade. Distribuição de água, luz, tecnologias de qualidade o país estaria muito bem, claro. Mas não. Pensam em si mesmos, desviam, roubam, confabulam entre si, PERDEM TEMPO PRECIOSO tratando de campanha, de imagem, de licitações, de desvios, de negociatas e ESQUECEM que tem uma sociedade esperando pelas decisões certas. Tudo bem que tem uma parcela da sociedade que quer manter as mamatas porque vivem delas.

Eu vejo que pra começar melhorar o país tem que acabar com os 50 reais pro guarda de transito, aquela ficha de atendimento feito por fora da fila, aquele gato feito pelo próprio funcionário da empresa, ou seja, acabar COM A ESPERTEZA do brasileiro. Não é só lá em cima que tem que parar, aqui em baixo também deve acabar.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Sem palavras com sentido



Terra Baré – 23/08/15, diretamente do pc mais cheio, com a base da tela quebrada, sustentada por um artefato do tipo porta notebook feito de canos de meia polegada, mal acabada. O note foi comprado em 2008 então...

Aquela sensação de sufocamento. Parece que uma caixa foi vedada com fita adesiva. Não dá pra respirar. A tevê faz muito barulho: é novela, comerciais irritantes, noticias escabrosas e outras até manipuladas. A crise especulada e sentida no Brasil afeta a todos, ou nem todos psicologicamente. Sinto que há algo pior vai acontecer, inclusive no social. Há ódio por toda a parte. Muitas demissões foram causadas e há muitas pessoas sem trabalho. Algumas partem para o crime. O índice de violência (assaltos, mortes) cresceu violentamente e ficamos assim: a ver sem poder fazer nada.

Voltando ao sufocamento, nada se pode fazer. O que me parece é que estamos fadados a ficar dando voltas na caixa de areia. Nada se faz, nada se pensa, nenhuma idéia, nenhuma mudança, nada, nada mesmo. Essas coisas são ruins pra quem pensa em mudança, mas não se pode mudar. O novo é estranho e difícil e é mais simples ficar na mesma...merda.

Até mesmo pode ser este texto pouco confuso, ou totalmente perturbador. É um treino ou uma maneira de se expressar. Acho que ponho muitos pontos nas frases. Gostaria muito de escrever sem pontos sem pausa assim direto sem respirar sufocando o timing de ler de se fazer algum sentido o que não faz realmente muito sentido escrever um parágrafo bem grande como esse tipo assim pra enrolar mesmo e ficar maior e maior até chegar no final da linha e passar pra próxima linha e continuando a escrever muitas palavras que fazem e também não faz sentido pode ate fazer mas o parágrafo ta grande ta crescendo ta enorme e ponto final.

Ufa! Ainda bem que temos que voltar ao cerne do texto. Sair dessa caixa até porque lá fora existe muita informação e muito calor também. Nossa como ta quente essa cidade morena. Na próxima edição irei continuar essa confusão e falar mais sobre o empacamento que ocorre em nossas vidas. Um pouco da sensação de ociosidade. Talvez alguém se identifique. Sinta-se relax em comentar, pois a participação é boa para o desenvolvimento do ser humano.