Na vida de um cidadão que pretende adentrar na normalidade imposta, veladamente, pela sociedade por meio das instituições públicas e privadas, sempre haverá sacrifícios a serem feitos, mesmo aqueles que parecem impossíveis ou inimagináveis.
O sujeito, dotado de força e inteligência, esforça-se para conquistar a tão sonhada liberdade e paz por meio do cumprimento de seus deveres, seja como líder da família, seja como chefe do setor da empresa. Então, ele se depara com uma situação em que alguma parte precisa ceder nos interesses para que o objetivo seja alcançado. Problema armado. Quem vence?
É preciso ponderar o que se pretende ganhar para que todos sejam beneficiados pelas conquistas. Existe um gigantesco trabalho a ser feito para que a percepção de todas as ações, pessoas, recursos e objetivos seja levada em conta no cálculo final.
Outro dia, observei um caso de “limpar a fossa”. O que deveria ser uma simples operação tornou-se uma enorme dor de cabeça. Em um terreno, havia uma casa dividida de forma desigual, devido à sua configuração. Entretanto, o sumidouro recebia os dejetos dos banheiros de ambos os lados do imóvel. Quando o sumidouro encheu, causando o retorno das descargas, decidiu-se contratar um serviço de limpeza. O custo seria dividido entre os dois chefes de família, mas cada um possuía datas diferentes para receber dinheiro. No fim, apenas um arcou com a despesa, pois não havia outra solução imediata.
Porém, três dias depois, o problema se repetiu: a fossa estava cheia novamente. Estava claro que o sumidouro estava esgotado e que seria necessário construir outro, o que exigiria um alto investimento. Seria possível, em tão pouco tempo, contratar o serviço novamente e desembolsar mais dinheiro sozinho? Não.
A questão era: como resolver definitivamente a situação? A melhor alternativa seria um serviço bem-feito, que custaria mais e demandaria um trabalho de média complexidade, mas que resolveria o problema a longo prazo. No entanto, a decisão dos líderes foi deixar para lá, pois nenhum deles tinha condições financeiras para custear o serviço sozinho.
O sacrifício deve ser estudado quando se busca uma solução de longo prazo. Sacrifício é deixar de arcar com despesas desnecessárias para atingir um objetivo e resolver, por um longo período, um problema que, a curto prazo, parece caro.
Você precisa entender que, um dia, terá que fazer uma escolha: esquecer seus objetivos, suas coisas, suas crenças, suas ideias, suas verdades — enfim, tudo que você acha que sabe, mas não sabe.
Pense sobre isso. O dia chegará. Você está preparado para abrir mão do seu conforto imediato para conquistar algo maior? Ou prefere manter o conforto agora e tropeçar nos obstáculos que poderiam ter sido removidos?
Escolha fazer o sacrifício.
Sacrifício.
Resumo:
O texto reflete sobre a necessidade de sacrifícios na busca por estabilidade e conquistas pessoais, seja na família ou no trabalho. Através da história de um problema com um sumidouro em uma residência, o autor ilustra como decisões de curto prazo podem resultar em custos repetitivos, enquanto soluções definitivas exigem um esforço maior, mas garantem um benefício duradouro. O texto conclui com uma reflexão sobre escolhas e a importância de abrir mão do conforto imediato para alcançar algo maior.
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