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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

VENDA IMÓVEL CLÁSSICO NO CORAÇÃO HISTÓRICO DE MANAUS – IDEAL PARA NEGÓCIOS!

🔑Oportunidade Única: Seu Endereço no Coração Histórico de Manaus!

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Mais do que um endereço, é um legado!

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sexta-feira, 23 de abril de 2021

Viper no Rio Negro - Gestão banana - Melhor show que NÃO FIZEMOS

Na época que a gente começou a tocar, quantas vezes nós tocamos. Acho que menos de 10 vezes. Perdemos oportunidades de abrir show para a banda grande. Deveríamos ter feito abertura para o Viper. Fizemos a abertura para o Shaman, para aquela banda de BM que não tinha nada a ver. Na verdade não era para ter trazido. Era para ter trazido outras bandas de heavy metal pra encostar a banda lá.

OPORTUNIDADES

Foi uma oportunidade perdida. Vamos parar para analisar. Quando o trouxeram o Viper (ZonicaMind), não vou dizer que nós trouxemos. Nós trabalhamos de graça. Mas quando trouxeram era para a banda (Amazônica) ter tocado, ter feito a abertura. Não era para ter 4 bandas. Muita falta de planejamento desde o começo. Eu acho que fui o primeiro a saber. Eles (Daniel e Rafael) vieram aqui em casa depois de ter fechado o contrato. Estava eu e o Dão aqui em casa. Vieram contar a novidade: “Vamos trazer o Víper”, eu disse: “Blz”.

Daí questionei: Não seria interessante investir primeiro, como aprendizagem, com show local, é pequeno. Mais controle e tal. Depois parte para show grande? E responderam com os ombros.
Na hora pensei na oportunidade da Amazônica aparecer abrindo pro Viper. Ia colar beleza. Pensei em participação. Ia dar uma moral para a banda planejar esse tipo de coisa. A banda tinha que aproveitar isso. Era uma estratégia. Tipo: “AH, eles são amigos e tal”, o negócio seria diferente.

As duas banda no palco tocando “living for the night”, sei lá, alguma música pra gente dividir palco. “Chama o Pit pra tocar uma com a gente”, entende? Daí o imaginário popular: “Nossa o Viper e Amazônica estão juntos, eles são amigos, completam a frase um do outro e tal”.

Amazônica   
 

É o tipo de imagem que marca na mente das pessoas. Certamente se fosse desse jeito o nosso nome estaria lá em cima. Isso eleva o nome, levanta a bola. O negócio é manter a bola lá em cima. Não adianta levantar a bola, cortar e fim de jogo. O mais “fácil” foi trazer a banda. A banda é nossa. O difícil é manter a bola em cima. O raciocínio: trago o Viper e aí combino com alguns deles para subir no palco e tocar uma música com a Amazonica pra dar uma melhorada na imagem. A autoridade do Viper iria viabilizar a Amazonica. Saca a estratégia? Era isso que eu pensava.

Era para a banda Amazonica estar abrindo esse show e não banda de Death, de power, de alternativo... não era pra ser assim. O Viper colocou mais de 3 mil pessoas no Rio Negro. Tínhamos que pegar a atenção dessas 3 mil pra Amazonica, fim de papo. Isso é estratégia. Foi uma burrice ter sido daquele jeito. Pelo menos dei a sugestão. Não ouviram. Enfim.

Deu no que deu. Erros amadores. Aqueles erros eram para ter sido corrigidos nos eventos pequenos. Nos pequenos eventos o controle é mais preciso. Fica mais fácil manter a bebida gelada. No dia do show do Viper a bebida esquentou na primeira rodada. Conto o porquê.


 

BEBIDA ESQUENTOU E AGORA?

Depois de montar a estrutura e posicionar as barracas de bebidas começaram o abastecimento dos camburões. Depois de tudo cheio sobraram alguns sacos com gelo que ficaram na reserva. O Adriano Gaúcho viu a situação e perguntou do responsável pelas bebidas sobre o gelo pois não era suficiente pra manter a noite inteira gelada.
Daí a diretoria (Daniel e Rafael) foi notificada sobre a situação e que a solução era ligar pra FRIGELO e solicitar um carro pra ficar de plantão. A “Diretoria”, na sua grande “experiência” disse que NÃO EXISTIA ISSO. (Um caminhão abastecido com sacos de gelo para abastecer eventos). É para rir desses otários mesmo.

E assim o evento foi em frente. Nas primeiras horas deu tudo certo, mas na hora do principal... na hora que o Viper sobe ao palco a cerveja começou a esquentar e foi um corre-corre para comprar gelo, caro, de madrugada. Foi o prejuízo da Zonicamind. E aqui eu critico esses dois zés bucetas burros pra caralho.

NOTA SOBRE O PALCO

O início dos trabalhos era montar o palco. Claro que o “diretor artístico” montou o palco ao estilo “passarela” ao invés da montagem tradicional. Conseguem imaginar? Ao invés de ser assim: _ , montou assim: |. Puta merda: é show de rock ou um desfile de moda?
Pensem, leitores, o trabalho que é montar e o trabalho de arrastar um palco montado, arranhando os tabiques da quadra. Quanta BURRICE.]

Nenhuma descrição de foto disponível.
(imagina esse palco esticado ao estilo passarela?)

 

 

*Por enquanto fica até aqui. Breve solto mais histórias;

** ref. a bandas de abertura: nada pessoal. Curto todas elas. São negócios e não emoção.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Músico, seja esperto. Parte 01



É assim que acontece quando se quer aparecer.

Um comportamento que prejudica o mercado musical, impede o aparecimento de mais artistas/projetos, congela a circulação do dinheiro.

Não é culpa somente do músico, contratantes também querem lucrar e acabam agindo de forma irresponsável fechando negócios que favorece apenas o seu lado. ( o lado do contratante).

Desde então, o mercado musical está congelado. Em 2007/2008 a média do cachê girava em torno de R$100 a R$150 (nos bares classe A). Bares classe -C não girava, ou R$50 ou bebida ou um "toca pra caralho". Quem já tocou neste tipo de bar sabe como é a dificuldade.

COUVERT ARTÍSTICO

Há propostas de leis na câmara dos deputados para regulamentar o couvert repassando 100% ao músico.

Mas mesmo que haja lei ela será descumprida pois já está sendo descumprida há muito tempo porque os músicos são obrigados a participar desse modelo de negócio que prejudica a classe. 

Vejamos uma situação que é bem recorrente: 

Fecho com o bar couvert. É um risco alto caso o bar não tenha fluxo de cliente. Se o bar é morto você perdeu. Se o fluxo for médio já é bom e provavelmente sairei com 100% do couvert. 

Provavelmente. Porque não sei se o contratante está sendo honesto comigo. Não sei quantas pessoas estavam presentes no bar e não sei quantas pessoas pagaram couvert. Isso fica difícil na hora de fechar a conta.

É O SEU NEGÓCIO. LUTE POR ELE.
Repare que sublinhei essas palavras NÃO SEI. NÃO SEI QUANTAS. Vamos lá.

É preciso uma solução para esse problema. Como posso controlar o meu couvert independente da contagem do bar?

Essa pergunta nos levará a uma solução. E qual é? Tome providência. Não espere pelos outros. Não tenha vergonha de controlar o seu negócio.

Você está prestando um serviço e quer ser pago por ele. As vezes é negociado um valor e na hora do pagamento vem outro valor acompanhado de desculpas: "Poxa, não deu", "vou te pagar na quinta-feira porque os pagamentos foram feitos no cartão."

Quando a vigarice do contratante fala alto, você não recebe nunca e também não toca nunca mais no bar. Muito cuidado.

E é por essas e outras que sou a favor de trabalhar com contratos. Contratos de apresentação. Inicia no fechamento da negociação e termina no pagamento do cachê. Dentro dele contém o tempo de apresentação: 2 horas, 3 horas com intervalo de 15 minutos, etc. Fornecimento de água mineral, entre outros detalhes. As vezes tem peças de instrumento, microfone, fonte de energia, etc.

Um contrato estabelece o que tem que acontecer. Como, quando, onde, quanto.
Por exemplo: Liguei pro Xicão, dono do Xico's Bar e fechamos uma data, sábado, dia x. Ele me pediu 2 horas de show. Ok. Pedi para ele fornecer água mineral grátis para os músicos durante a apresentação. A cerveja é opção dele. 

Tem bar que joga umas geladas, mas não é obrigatório. Então, ele garantiu um balde de cerveja. 01 (um), somente um balde. Vem 10 garrafas de Bud. Somente. Não é pra embebedar, até porque é TRABALHO. Pense nisso. Somos 4 pessoas que brigarão por 2 garrafas. Certo? Pra mim isso já é um belo agrado.

Combinamos um cachê, fixo, porque nesse sábado o bar tem alto fluxo de clientes que gira em torno de 500 pessoas entre as 22 até 03 horas. Ponto.  
Se fosse por couvert, digamos que na hora da nossa apresentação, 200 pessoas estavam curtindo a banda entre 23 até 01 da manhã ao preço de 15 reais.

(200x15=3000)

Minha banda sairia sorrindo do Xico'sBar com 750 reais em cada bolso. Lembrando que o bar NÃO TEM DESPESA COM BANDA/MÚSICO. NÃO SAI DO CAIXA DO BAR. O couvert é pago diretamente pelo cliente. Mas o bar morde uma parte dessa renda.

"Ah, mas a banda bebeu água de graça"

No mínimo deve oferecer uma água pra rapaziada, certo?

O pedreiro vai tua casa tapar um buraco e vc não vai oferecer uma água pro cara? E ainda quer cobrar? Serviço, porra.

Voltando ao exemplo;

Fechei com o Xico'sBar, 1200 reais, por 2 horas de show. O dia chegou. Chegamos na hora combinada, montamos o equipamento, passamos o som e executamos o serviço. No final, o pagamento foi feito. Recibo assinado. Dinheiro dividido e cada um foi pra sua casa com 300 real no bolso. Fim.

Veja a diferença. 3000 para 1200 - 750 para 300. Ainda é um bom dinheiro.

Essas duas histórias são utópicas. A realidade está longe e congelada. Até hoje o cachê pago pra uma banda gira em torno de R$400, R$600. Dependendo do porte do negócio, da honestidade do contratante, do fluxo de clientes, enfim, muitos fatores que mantém os R$100 por músico desde 2008. São dez anos de desvalorização. Cem reais eu recebia em 2008 e até hoje está assim. 

GRAÇAS À...?

Graças a pessoas que gostam de encher agenda abaixando o preço do serviço, desvalorizando o mercado e (mal) acostumando os contratantes a tratar a classe nesse nível. Ou seja, se você quiser fazer uma revolução, QUEM TOMA NO CU É VOCÊ E SUA BANDA, enquanto que outras ficam na espreita esperando alguém pular do barco. São como URUBUS rodeando carniça.

Minha conclusão é:

Os próprios músicos que visam estar no auge da agenda, da carreira, do sucesso, do "trabalho", acabam decidindo o futuro da classe musical diante do mercado totalmente amplo, abraçando, como se fosse uma criança que recolhe todos os brinquedos para que nenhuma outra brinque. Sendo que o brinquedo não é só seu. Sucesso esse que não existe pois não há vida própria e sim apropriação da vida alheia. Não há palavras próprias e sim repetições ditas por outras pessoas. Inspirar não é imitar.
Então parem com isso. Unir é o único modo de expandir os benefícios a todos que estão nesse mundo musical. Não podemos permitir que uns poucos determinem o limite.


* Continua...aguardem.

referência da imagem
https://www.facebook.com/clinicamusical/photos/a.420642587952968/2843930405624162/?type=3&theater

segunda-feira, 24 de junho de 2019

De volta do futuro. Como ficou a OMB/AM de 2011 pra cá?





Atualizando a situação

Hoje, o "fiscal" está como vice presidente. Até agora não se sabe sobre eleições da entidade. A OMB que se manifeste, se quiser.

O presidente afastado está enrolado no TRF1. Nada bom pra ele. Usou o caixa da OMB pra pagar contas pessoais. 

Os tribunais, STF e o MPT/Am deram o recado.


STF já deu o recadinho.



Mas a "ordem" não tá nem aí, nem aí!!!



Continua atuando e convocando músicos práticos a se "regularizarem" a fim de cobrar anuidades no futuro.





 PAGA QUEM QUER. OBRIGADO VOCÊ NÃO É.


links

http://www.redetiradentes.com.br/ronaldotiradentes/marcia-siqueira-e-os-porteiros-de-festas/
https://www.portaldoholanda.com.br/noticia/justi-federal-afasta-presidente-e-tesoureira-de-conselho-da-ordem-dos-m-sicos
http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=269293

sexta-feira, 25 de março de 2016

Cadê o respeito? Tá lá fora! A esperteza vence.




A respeito do respeito em que o músico tem que ter do mercado e o mesmo mercado não dá a mínima pro músico.

Sabe-se que quando o empresário contrata uma banda para dar mais diversão no seu ambiente de negócios espera-se um tratamento profissional e respeitoso. E que todos os acertos serão cumpridos, e tal. Claro que nem tudo sai do jeito acordado mas.....mas......?!

Vou descrever, sem dar nomes (mas que o leitor irá sacar), uma situação que está ficando corriqueira, sendo explorada por todos.

Em um final de semana agitado e concorrido a banda “talKal” conseguiu fechar um show (serviço) no dia tal e tal. Ficou acertado da banda receber o COUVERT. Até porque a maioria das casas trabalham com couvert. Melhor pra casa vazia, pior pra banda. Pior pra casa cheia e melhor pra banda. Certo? Justo? FECHADO.

Todos sabem que couvert artístico é opcional ou seja, se o cliente NÃO quiser, não paga. A banda ganha com a quantidade de clientes que porventura adentrem o estabelecimento com som ao vivo. Mesmo que chegue 1h antes e continuando a consumir, entra na área de pagamento.

Digamos que a banda comece a tocar as 23 h e seu chego as 22:30, bebi umas cervas, comi um petisco e fecho a conta as 22:59. Tenho que pagar couvert? NÃO. 1- a banda não tocou ainda. 2- só o 1 já dispensa o 2. Então tá.

Seguindo o caso, que não é o couvert e sim a MANIPULAÇÃO do COURVERT.

Pessoal do empresariado: NÃO FAÇA PROMOÇÃO ENVOLVENDO COUVERT. Tipo: “Quem chegar às 20 horas NÃO PAGA COUVERT” ou “Quem vier vestido de abacaxi NÃO PAGA COUVERT” ou ainda, “Quem faz aniversário no dia NÃO PAGA COUVERT”

PORRA. O couvert artístico é o ganha pão do músico. Deu pra entender? Ele conta com a quantidade de clientes (que até a banda tem que levar pra consumir, absurdo isso).
Aí você$, empresário$, doido$ pra GANHAR DINHEIRO SOZINHO$, FODE o artista FAZENDO PROMOÇÃO COM O DINHEIRO DO ARTISTA, COM O COURVERT.

CARALHO. PUTA QUE OS PARIUS.

Até quando o representante de banda, o cara que batalha uma agenda, se esforça, gasta com ensaio, gasolina, etc, vai ficar aceitando esse tipo de coisa. Lambe o saco do dono da casa só pra receber as migalhas. Agüentar abuso de uns e outros. Às vezes nem água a casa dá, nem uma porção miserável de batatas oferecem.

Manolo, se você é homem de verdade não aceite esse tipo de coisa. Lute. Mude o status quo. Mude essa merda toda. Não pense que só você está batalhando. Tem muita gente que precisa, que é bom, que está tentando “mostrar o trabalho”. Esse mercado é grande e alguns fazem de tudo pra tornar pequeno pra dominar. Isso torna o mercado desfavorável pra todos. Somente as panelas ficam se alternando nas casas. Nem percebem que contribuem pra mendicância e ficar brigando por restinhos. Culpa de vocês mesmos.
Sonho de todo "dono de casa" Casa cheia = $$$$$$$$

_
E no próximo episódio: CAÇAROLAS. Falarei sobre isso na próxima blogada.



**Minhas opiniões são minhas. Não se ofenda. Vamos conversar civilizadamente para chegarmos em algum lugar. OK? Não me mate, porfavor.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O tempo é o senhor da evolução




Muitos aspirantes a músico desejam chegar ao nível de seus ídolos e de preferência em pouco tempo. O erro nessa linha de raciocínio é achar que vai engatar o instrumento e sair tocando fusas a torto e a direita. Existe, por trás disso tudo, um longo caminho e o meio de transporte que será usado é unicamente chamado de EXERCÍCIO.

O exercício é um treinamento de repetições. Como tudo na vida se repete para aprendermos o funcionamento, analisarmos os detalhes, corrigir as falhas, etc. Tudo são repetições e no caso do seu instrumento preferido você irá se esbaldar nelas (repetições) que até um certo ponto se tornará maçante, chato e fará você desistir na primeira tentativa. Resista.

Deve-se ter em mente que a ciência sempre andará de mãos dadas com esse longo aprendizado e utilizaremos uma parte da ciência chamada mecânica. Pra resumir tudo isso de mecânica imagine que o seu andar é resultado da mecânica. Você, quando era um pequeno gafanhoto, tentava ficar de pé (pulei as partes iniciais da vida) até conseguir se equilibrar. Seus pais ficaram super felizes, batiam palmas, riram. Daí você começou, com o tempo, a dar os primeiros passos, meio desengonçado, mas foi progredindo até que...eureka... seu cérebro  aprendeu a controlar o seu corpo. Sinais foram enviados a todas as partes do seu corpo para poder ter um certo equilíbrio oriundo do cérebro até que, mecanicamente, você anda, corre, pula, etc, etc.

Pois bem. Com o seu instrumento não será diferente. A cada aprendizado novas conexões neurais são criadas e memorizadas nas células musculares. Então vou mostrar algumas considerações até porque você quer evoluir e se tornar um excelente musico, certo?

  • tenha em mente que todo exercício precisa começar num andamento lento. Comece com 40 bpm no metrônomo.
  • Tenha na sua cabeça que NÃO adianta querer aprender tudo. Aprenda o básico, o feijão com arroz e principalmente as técnicas que você irá precisar. É que nem matemática e você não usa 2% do que aprendeu na escola. To certo?
  • Persista. A tendência é desistir por ser maçante. Não queira ser um desleixado. Em casa busque todas as informações. Faça experiências. Troque idéias com outras pessoas que tocam outros instrumentos ou o mesmo que o seu. Tudo servirá para o seu crescimento.
  • Se respeite. Respeite seus limites. Seja humilde.

Existem  mais considerações mas pra efeito inicial prefiro falar dessas por achar mais importantes e pode ser entendido como uma pequena base para começar a refletir sobre outras possibilidades.

Estude e avance com afinco. Não desista pois nunca é tarde. Farei um vídeo de um exercício que estou fazendo de um solo pra minha musica Cachoeira. São arpegios no estilo do Malmmsteen, mas bem simples pois não tem como ser igual. Estou começando em 40 bpm e a meta é chegar aos 95 bpm, que é o andamento da parte da musica. Mostrarei a evolução pra se ter um exemplo.

Então é só. Até lá.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Uma mexida no meio



Atualmente os donos de casas de shows, no ramo do rock, ao fechar um negócio estabelecem alguns critérios de divulgação. Tudo bem que o proprietário quer clientes que consumam os produtos e que haja uma rotatividade de pessoas nas mesas e ao fechar ficam com a responsabilidade de criar o e-flyer para a divulgação.



Aí mora o perigo. O tempo pode não ser suficiente para começar a posicionar o evento na cabeça das pessoas ainda mais quando esse tipo de situação fica a cargo do dono. Sabe-se que o dono tem muitos afazeres como reposição do estoque, compras, saídas e chegadas ao estabelecimento, etc, etc, até que chega a hora de elaborar a divulgação. Geralmente isso fica em cima da data do evento causando uma perda de tempo e consequentemente a banda é prejudicada, pois não há tempo para nada.



Cada banda tem seu modo de atuar. Uns não ligam pra isso, outras contam com uma equipe de amigos que manjam de corel, photoshop, etc, e que não perdem tempo em divulgar seu show. Na minha opinião quanto mais cedo você divulga mais chance de “levar” clientes pro local do evento, mais pagantes e mais couvert artístico.



Mais o que fazer quando o marketing fica na mão de terceiros? É seguro depender da divulgação da casa? Ideias?

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Experimentando a noite - tocando rock em Manaus



Experiência no mercado musical



Todo bar de rock tem o objetivo de se manter no mercado e quem sustenta essa estadia são os clientes. Cliente satisfeito retorna ao recinto para mais uma rodada de cerveja e petiscos, clima da casa, conforto, banheiros limpos, atendimento decente, etc. A combinação desses e outros critérios não enumerados, mas que são positivos para o negocio continuar funcionando, é de extrema importância.



Há algum tempo empresários ou donos de casa de show que exploram o rock como atração para o publico que curte o estilo estão transferindo a função de atrair clientes para as bandas, que além de tocar faz a propaganda do local aonde a mesma vai se apresentar. O que não necessariamente devia ser uma obrigação de divulgar o local porque a banda precisa avisar ao publico disso. Mas o fato é: - O que se passa na cabeça de um empresário a ideia de que somente as bandas devem fazer o trabalho que é de inteira responsabilidade do dono da casa (ou de sua equipe, que na maioria das vezes nem tem uma).



Há relatos de uma casa onde o proprietário taxa: “A banda que não trouxer publico só toca uma vez aqui”. Até que ponto é garantia de que banda atrai público? O publico frequenta um certo bar por causa de bandas? O que significa isso?



Posso sugerir que os donos de bar são inseguros e não querem abraçar o fracasso transferindo pras costas de bandas a responsabilidade de dar certo ou errado. Foge da responsa de levantar o local e ajudar a manter a cena rock n roll na cidade. Não são preparados para atuar no ramo, não conhecem o funcionamento de uma banda. Estão voltados para o lucro.



Possíveis soluções.



Trabalhar junto com a banda questões de som, cachê, divulgação. Saber as necessidades de cada um com objetivo de montar a própria estrutura de som, barateando custo de sonorização (aluguel de som, iluminação). A forma de pagamento do cachê está sendo de acordo com o faturamento. Como boa parte do pagamento é por débito há um tempo para estar na conta da empresa e os pagamentos são feitos 3, 4 dias depois do evento. Uma solução seria pagar 50% adiantado para pagar alguns músicos. Claro que seria difícil, ainda mais o fato dos proprietários nem cogitarem essa possibilidade por não acreditar nesse sistema.





É possível sim, dar mobilidade no mercado musica local. Tanto os segmentos cover ou autoral são consumidores a espera de alguma novidade, seja no tratamento, seja no pagamento. Deve haver um trabalho em conjunto para crescer e se destacar diante das concorrências.



O texto ficou claro? Há erros? Quero que você contribua com sua opinião, que será bem vinda.

terça-feira, 26 de maio de 2015

RASPANDO NO TEMA - Shows

-Fechou o show?
-Não!
-Que houve? Ah saquei!
-Pois é.
- E nem tem como negociar, né?
-Já tentei! Eles alegam muitas coisas e nem sei se existe isso.
-Quanto fechou?
-400!
-400?
-???. Sim, ou isso ou tem outra banda na fila. Pegar ou largar.
-Aí tem aquela. No final da história vai encher de gente e perdemos em quantidade.
-Vamos lá. É o que temos!


Mera ficção. Que pode ser um pedaço da realidade. Alguém vai se identificar nesse dialogo.
No mercado musical local é muita competitividade. Temos bandas pra todos os gostos. Bandas que deveriam estar sendo reconhecidas pelo trabalho cultural da nossa cidade. Hoje as coisas estão desvalorizadas, desestruturadas. Não há o respeito pela profissão. Oferecem ninharia e ainda obriga a banda a convidar as pessoas para o estabelecimento, trabalhando para empresa, pois trabalha para o empresário.


Cachês. O meio de vida do músico. Valor. Percepção do cliente. É um tema simples pra um e complexo pra outros, que contribui para a valorização do prestador da alegria. Ganhar dinheiro pra sobreviver. O que se gasta fazendo. Como chegar lá. Vou expor o que vi no meio disso tudo. O porque que o foco no dinheiro é o mais visado e suas conseqüências passam despercebidas.

Através de observação e analise do cenário musical local é possível enxergar lacunas. O modelo é conceitual.
O modo normal de negociação é a venda direta. Fecha-se o cachê ou usa outra estratégia:  lista de convidados. Há vantagens e desvantagens pelos dois lados. Quando você fecha o cachê, já garante o direito de receber aquele valor. A desvantagem para a banda é que se a casa cobra 15 reais na entrada e dentro da casa passou 300 pessoas em 4 horas temos 4,500 no caixa de entrada. Com esse valor a banda pode receber 1,000 e a casa fica com 500, com 4 bandas, 2 em cada dia. Com essa informação, não há ninguém que perceba isso? Mas se a sua banda ta bem obrigado, ok. Mas se você gosta de tocar por 200 reais e o resto em bebida ou tocar por bebida, tudo bem. Cada qual é o seu cada qual. O que não podemos esquecer é que algumas negociações acabam enfraquecendo a arte, desvalorizando e prejudicando aqueles que tem mais a perder com isso, que é a maioria.

Numa visão ampla um dia paga o outro e assim por diante. Pelo lado da empresa. Assim valoriza-se a cena, organiza as bandas (obrigatório), e o nível de criação aumenta e junto disso o crescimento da empresa, que acaba conhecendo mais profundamente essa área e que futuramente poderá ser incorporado a uma estrutura.

Não vale ganhar o jogo fragilizando o lado oposto. É um equilíbrio. Uma hora a economia diminui e o equilíbrio faz com que todos ganhem e atravessem a crise juntos, no mercado.

Outra questão é que a banda acaba virando um funcionário fazendo as obrigações da empresa. Recomendável por tudo a termo, numa espécie de contrato por tempo determinado. Cabe aí uma negociação pois a empresa e a banda podem trocar alguns serviços. Pode se elaborar a publicidade e repassar para a banda divulgar também. Mas não deixa de obrigar a empresa de fazer o seu papel.


Falta muito pra ficar bacana e ter oportunidades e fomentação de recursos artísticos.



* Estava afim de escrever sobre esse assunto. Ainda vou me organizar melhor pra tecer comentários sobre esse tema.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Um ponto da vista cega na música

Comparando o mundo artístico profissional com o mundo amador é possível notar que há uma lacuna gigantesca no que se refere a produção e vou me concentrar na produção musical, até porque produzo musica. Lembrando que não sou famoso, não tenho disco de ouro e nem sou rico.

Uma questão que tenho pensado bastante e que surge quando estou diante de uma situação musical é: como fazer diferente. É claro que tenho as minhas influencias, meus vícios e etc, mas como fazer algo que não soe peculiar a tal artista. – ah, parece Engenheiros do Hawai, cara? – Não sei porque mas temos a tendência a copiar algo já pronto.

No mundo profissional o comportamento das pessoas que atuam para fazer acontecer é metódico, cientifico, prático e tem o objetivo final de alcançar um resultado pré-determinado. Vemos um filme pronto e este é o resultado do que o diretor imaginou. Todas as partes envolvidas nesse processo são técnicos preparados para o trabalho. Recebem os objetivos e vão em busca para alcançá-los.

O mundo amador existe amor, até um certo ponto da questão. O amador faz por amor não na sua total intensidade. Ele não quer ter total compromisso com sua arte. Ele pode querer apenas fazer musicas, tocá-las, divulgá-las, etc, não com o pensamento em fazer sucesso ou ser sucesso. O sucesso é uma loteria. Então neste mundo amador não existe técnica, não existe, planejamento, não existe a checagem e muito menos um objetivo sólido. Existe a intuição que pode ser bem desenvolvida ou escondida nos confins da mente do ser humano. É claro que tem aqueles que deram sorte, seja com “peixada”, seja com material excelente. Mas existem casos e casos.

Na musica não é diferente. É preciso criar algo pra depois lapidá-lo com eficiência. Já vi muitas composições saírem da cabeça e ir direto pro gravador. Outras são paridas para olharmos com mais cautela e tomar uma atitude em relação aos pequenos pedaços que ficam pairando na duvida. Compor uma música no banheiro e ao dar a descarga pensar que já tem um disco é um erro terrível. Todas as criações precisam passar por um pente fino. Decidir como será executada a introdução, a respiração, solos, contra-argumento, pergunta e resposta se houver. Há uma infinidade de situações a rever até chegar à definição final.

Lembro-me de uma situação onde estava a produção do show de uma banda. A banda era o Guns n  Roses. A banda que me fez entrar no mundo do rock n roll, lá pelos 1992. Assistia muito os vídeos e tal. Vi o show da Inglaterra, do Japão, da França. Anos se passaram e comecei a ensaiar compor musica, mas não sabia como começar. Daí vasculhando a memória, comecei a sacar que esses shows eram parecidos. – “Hum, então, lembro do Slash ir pra esse tablado na hora do solo de November Rain”, pensei. Uma vez vi num vídeo uma passagem de som do guns sem o Axl. Novamente comecei a intuir que tudo aquilo é um teatro. Todos tem suas posições, sua hora de aparecer e desaparecer, todos tem o seu papel a cumprir. E pra isso a musica tem que ser composta para que isso ou aquilo aconteça. Pegue os bastidores da turnê do Iron, por exemplo. Veja como são feito as coisas. Tudo tem um porquê. Tudo tem medida, tem temperatura, especificações técnicas. Ta tudo anotado, salvo no pc, projetado, ou seja, burocratizado. Porquê? Por que se surgir um problema eles vão na origem da situação levantar em que ponto aconteceu o erro e partindo dessa premissa, corrigir. (Como é essencial estudar administração e suas ferramentas) e no final, depois de muito trabalho, dá tudo certo e todos relaxam.


Participei de um evento, há muitos anos atrás, e vi como a falta de preparação prejudica todo o evento. Atrasos, falta de equipamentos, pessoas, ferramentas. Falta de profissionalismo na condução do evento desde a sua concepção até o pós show (devolução de equipamento, palco, pagamento de pessoal, bebidas, etc...)
Na hora de tocar você se depara com a falta de ponto de energia o que fica inviável ligar seus equipamentos. A falta de espaço também é um obstáculo. Imagine você não poder se mexer, ou porque o palco é pequeno, ou por ter muitas coisas espalhadas pelo chão. Toquei num evento onde o único local para me instalar era em cima de uma poça. Fiquei “chocado”. Muito bem.



...continua....